terça-feira, 18 de agosto de 2009
Tiếng Việt
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Os primeiros a chegar a Angkor Wat
No entanto, a versão oficial Cambojana é bem diferente. Angkor Wat, apesar do seu declínio nunca foi completamente abandonado e continuou a ser frequentado e tratado pelo seu povo apesar, obviamente, de o ser numa escala muito inferior à época em que esteve no seu apogeu.
Também nos é dito que os primeiros Europeus a conhecer Angkor Wat não foram os Franceses no séc. XIX, por intermédio de Francês Henri Mahout, mas sim missionários Portugueses no séc. XIV.
O primeiro Europeu terá sido António da Madalena que chegou a Angkor Wat em 1586.
António terá descrito o templo como "uma construção de tal modo extraordinária que não é possível descreve-la por escrito, especialmente é diferente de qualquer outro edifício no mundo. Possui torres, decoração e todos os refinamentos que o génio humano pode conceber".

Para os mais interessados, a revista National Geographic de Julho publicou um artigo e dvd sobre Angkor, a sua história, a descrição da obra notável de engenharia que é e os seus mistérios sobre os quais ainda hoje ninguém tem resposta.
@indochina-mon-amour.blogspot.com
quarta-feira, 11 de março de 2009
Reino do Cambodja
A capital é Phnom Penh, onde habitam 1,3 milhões de pessoas.
O Camboja fica situado na fértil bacia do Rio Mekong e é coberto por florestas tropicais e cortado por três grandes cadeias de montanhas. Está limitado a norte pelo Laos, a este e sudeste pelo Vietname, a oeste e noroeste pela Tailândia e a sul-sudoeste pelo Golfo da Tailândia.
É a nação do povo Khmer. 90% dos Cambojanos são desta etnia, que também está bastante presente em zonas adjacentes na Tailândia e na área do delta do Mekong no Vietname.
A maioria dos Khmer são seguidores do 'Budismo estilo Khmer'. Trata-se de um cruzamento de Budismo Therevada com Hinduísmo, animismo e adoração de espíritos.
Este povo estabeleceu-se no Sudoeste Asiático há mais de 3000 anos e a sua história está intrinsecamente associada à do Cambodja. Os Khmer foram bastante influenciados pela cultura Indiana, trazida por comerciantes e mestres, tendo adoptado religiões, ciências e costumes.
Adquiriram o conceito de Rei-Deus e os grandes templos simbolizavam uma montanha sagrada. Apesar do desaparecimento dos reinos Khmer, ainda são identificáveis muitos dos seus templos característicos nos territórios do Cambodja, Tailândia e Vietname. O mais importante deles é Angkor Wat.
Com a difusão do Budismo pelos seguidores de Buda os Khmer, que inicialmente se regiam pelo Hinduísmo, passaram a adoptar o Budismo Therevada. Daí que o resultado tenha sido uma mistura de religiões e nos templos se encontrem símbolos de uma e de outra.
O período áureo desta civilização ocorreu no século XII, altura em que foi construído Angkor. Contudo, o declínio começa nos séculos XIII e XIV com sucessivos conflitos com os poderosos reinos Tailandeses de Sukhothai e Ayuthaya.

A continuada agressividade de Siameses e Vietnamitas leva a que em meados do século XIX o Camboja peça ajuda à França e passe a ser seu protectorado. Uns anos mais tarde, juntamente com o Laos e Vietname do Sul viriam a constituir a Indochina Francesa.
A partir da Segunda Guerra Mundial a situação politica torna-se caótica.
Em 1949 o Rei Norodom Sihanouk proclama a independência, que lhe vira a ser concedida pela França.
Em 1970, enquanto Sihanouk viajava no estrangeiro, seu primeiro-ministro, o Marechal Lon Nol, protagoniza um golpe de Estado e estabelece a Républica Khmer.
Em 1975, os Khmer Rouge, liderados por Pol Pot, conquistam o poder pela força. Instituem um regime genocida que destruiu praticamente a população, a saúde, a moral, a educação, o meio ambiente e a cultura.
Em 1979 forças Vietnamitas invadem o país e retiram o Khmer Rouge do poder.
Passam-se mais de dez anos de reconstrução penosa, quase sem ajudas externas, até que em 1992 a ONU intervêm criando condições para eleições.
Forma-se um novo governo e o Rei Sihanouk regressa ao poder.
No entanto, os Khmer Rouge não estavam controlados e continuaram a dominar algumas regiões até ao final dos anos 90, altura em que se renderam às forças governamentais em troca de amnistias.
O país é uma monarquia constitucional desde 1993.
O Camboja é um país predominantemente agrícola, com pouca industrialização, e baixos rendimentos. O principal produto agrícola é o arroz. O cultivo é praticado em vales fluviais, com intenso uso de mão-de-obra e aproveitamento do solo.
Outros produtos agrícolas importantes são: borracha, café, cana-de-açúcar, chá e pimenta-do-reino. Todos esse produtos são voltados principalmente para a exportação.
Dois locais estão classificados como património da Humanidade: Angkor e o Templo de Preah Vihear.
sábado, 7 de março de 2009
República Socialista do Vietname

Faz fronteira com China a norte, com o Laos a oeste-norte e com o Cambodja a oeste-sul. O este e sul do País são banhados pelo Mar da China Meridional. As cidades mais importantes são Hanói, a capital fica localizada no norte e tem 2,6 milhões de habitantes, e Ho Chi Minh, antigamente denominada Saigão quando era capital do Vietname do Sul tem quase 6 milhões de habitantes.
Durante mais de mil anos, esta região foi dominada por sucessivas dinastias do império chinês, mas em 938 tornou-se independente e estabeleceu a dinastia Ngô.
Sucederam-se várias dinastias e também expansões de território até que em meados do século XIX, após várias batalhas, a França conseguiu conquistar o país tornando-o parte da Indochina Francesa.
A França manteve o controlo até à Segunda Guerra Mundial. Nessa altura os Japoneses iniciaram a Guerra no Pacífico, invadindo e conquistando a Indochina Francesa em 1941.
Nesse ano surge o movimento comunista e nacionalista de libertação Viet Minh, liderado por Ho Chi Minh, que procurava a independência e libertar-se das ocupações Francesa e Japonesa.
Com o fim da Segunda Guerra Mundial os Viet Minh conquistam Hanoi, no norte. A França tentou restabelecer o controle, mas não conseguiu.
Os franceses foram derrotados na Batalha de Dien Bien Phu, após oito anos de luta armada, em 1954 na primeira guerra da Indochina, mesmo com ajuda dos EUA, mas na Conferência de Genebra o Vietname foi dividido em dois países separados: Vietname do Norte, liderado por Ho Chi Minh, e Vietname do Sul, que viria a ser presidido por Ngo Dinh Diem.
Durante a Guerra Fria, o Norte tinha o apoio da China e da União Soviética
Isto deu origem à Guerra do Vietname, que os americanos foram obrigados a abandonar em Março de 1973. Algumas batalhas ainda ocorreram até que em 1975 a cidade de Saigão, capital do Vietname do Sul, foi finalmente tomada ficando sob controle do Vietname do Norte.
Em Julho de 1976, a República do Vietname do Sul e a República Democrática do Vietname (Vietname do Norte) reunificavam-se na República Socialista do Vietname.
Actualmente o Vietname pernamece um país comunista.
Entre os países do Sudeste Asiático, o Vietname foi aquele que atingiu a independência política com maiores dificuldades. A sucessão de guerras deixou elevados custos sociais, ambientais e económicos. O Vietname é ainda um país pobre, no entanto actualmente a sua economia foi uma das que cresceu a ritmo mais elevado na Ásia nos últimos 15 anos.
O Vietname é um país longo e estreito que ocupa a costa oriental da península da Indochina. O clima de monções é quente e chuvoso. Predominam as florestas tropicais e a rede hidrográfica é muito rica. A parte norte é mais elevada. Há dois deltas importantes, o do Rio Song Koi, ao norte e do Rio Mekong, ao sul. A agricultura ocupa a maioria da população, sendo o arroz o principal produto.
Tem vários locais classificados como Património da Humanidade: a Baía de Halong, o Parque Nacinal Phong Nha-Ke Bang, a cidade antiga de Hoi An, o complexo de monumentos de Hué e o santuário de My Son. Tem também 6 Reservas Mundiais da Biosfera: Floresta de Can Gio, Cat Tien, Cat Ba, Kien Giang, Nghe An e o Delta do Rio Vermelho.
A população concentra-se sobretudo nos deltas fluviais e zonas costeiras. A etnia principal é a "Kinh", também conhecida por "Viet" mas existem mais 54 etnias minoritárias espalhadas pelo país, 40 delas vivem em tribos.
A vida e cultura foram marcadas pelo Budismo, Taoismo e Confucionismo. O Budismo, nas formas Therevada, Mahayana e Zen é a religião predominante, exercendo uma influência de 85%. A segunda religião, com 8%, é o Catolicismo levado pelos Portugueses no século 15 e aprofundado mais tarde pelos Holandeses e Franceses.
Outro dos pontos fortes é a culinária que usa pouco óleo e muitos vegetais. Os ingredientes base são o arroz, molho de soja e molho de peixe e os tamperos o açucar, malaguetas, lima, molho de peixe, hortelã e manjericão.
quinta-feira, 5 de março de 2009
República Democrática Popular do Laos
Não tem ligações ao mar sendo rodeado pela China a norte, Birmânia a noroeste, Tailândia a oeste, Vietname a este e Cambodja a sul.
A região que hoje é o Laos foi dominada pelo reino Nanzhao até o século XIV, sucedido pelo reino local de Lan Xang. A capital era Luang Prabang. No século XVIII o reino do Sião (Tailândia) assumiu o controle da região. Mais tarde, no século XIX, a França que já dominava o Vietname, assume também o protectorado do Laos, formando assim a Indochina Francesa. A capital passa a ser Vientiane, cidade junto à fronteira com a Tailândia.
Durante a Segunda Guerra Mundial, o Japão teve uma breve ocupação do Laos. No entanto em 1945, com o fim da guerra, o Laos proclama a sua independência sob a liderança do rei Sisavang Vong. Contudo, a França só aceitaria a independência mais tarde e torna-se uma Monarquia Constitucional em 1954.
A França continua a apoiar o Exercito Real do Laos mas seria substituída pelos Estados Unidos da América. Os EUA entram como parte do seu plano de "contenção" do comunismo, lutando contra o movimento comunista emergente Pathet Lao.
O Laos ver-se-ia arrastado para a Guerra do Vietname. Partes do País foram ocupadas pelo exército do Vietname do Norte que usava o território para esconderijos, treino e rotas para a guerra no sul do Vietname.
Em resposta os EUA deram apoio a milícias anti-comunistas no Laos e apoiaram a invasão do Laos pelos Vietnamitas do sul.
A instabilidade política na região causada pela Guerra causa uma guerra civil e diversos golpes de estado. Em 1975 é proclamada a República e instalado o governo comunista Pathet Lao apoiado pela República Socialista do Vietname e pela União Soviética destronando o governo do rei Savang Vatthana, apoiado pela França e pelos Estados Unidos.
A resposta dos EUA durante a guerra civil foi: bombardear. Levaram a cabo bombardeamentos aéreos massivos trazendo para o Laos o registo do País mais bombardeado de sempre com 260 mil bombas e uma média de uma B-52 a cada 8 minutos, 24 horas por dia, entre 1964 e 1973.
Como resultado muitas pessoas perderam a vida. Ainda hoje ocorrem consequências destas bombas uma vez que muitas repousam ainda por explodir.
O governo do Pathet Lao renomeou o País para "República Democrática Popular do Laos".
É o País mais pobre do SE Asiático. A actividade económica baseia-se enormemente de sua agricultura e sobretudo no cultivo de arroz.
As ligações rodoviárias ligam apenas os maiores centros urbanos e as vilas ligam-se a estas vias por estradas em terra. Outras importantes vias de comunicação são os rios.
A grande maioria da população vive em zonas rurais.
As principais cidades são a capital Vientiane (200 mil habitantes), Luang Prabang (100 mil) e Savannakhet (120 mil).
É o País menos desenvolvido da região mas, aparentemente, isso não é causa de grande preocupação. Os habitantes são reconhecidos pela sua forma descontraída de viver a vida e também pela sua simpatia.
O Laos é calmo e pacífico, o ideal para umas férias relaxantes.
A religião predominante é o Budismo Therevada.
Existem 2 locais classificados como Património da Humanidade: a cidade de Luang Prabang e o templo Khmer de Wat Phou.
O governo vai propor o mesmo estatuto para as Planícies de Jarros, com jarros do período megalítico.
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Angkor, a estrela
Pois hoje trago-vos um vídeo do que o Camboja tem de melhor, o verdadeiro orgulho Nacional: Angkor Wat.
É a estrela do Sudoeste Asiático!
Lost Temples: Lost City of Angkor Wat
E ainda mais sobre os mistérios de Angkor:
terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Khmer Vermelho começam a ser julgados
Em 1973, após o final da guerra do Vietname, os EUA retiraram-se da Indochina e em Abril de 1975, o Khmer Vermelho assumiu o poder no Camboja através da conquista da capital Phnom Penh. Foi o término da guerra civil contra o governo de Lon Nol que era apoiado pelos norte-americanos.
Pol Pot era o líder deste grupo, apoiado pelo regime Chinês de Mao Tse Tung, e tentou concretizar a sua proposta de um país novo feito com um homem novo, para o que instalou um regime de terror.
Imediatamente após o domínio do governo pelo Khmer, foi iniciada a evacuação das populações das cidades em direção ao campo. Eram cerca de 2,5 milhões de pessoas e não havia excepções, incluindo-se 1,5 milhões de refugiados de guerra e até os hospitais eram esvaziados e os pacientes deportados para o interior. O governo comunista do Khmer Vermelho alegava a necessidade de alimentar a população urbana, carente devido aos bombardeamentos americanos.
Embora tenham sido lançadas mais de 500 mil toneladas de bombas sobre o território cambojano, quase quatro vezes mais do que as lançadas sobre Japão durante a Segunda Guerra Mundial, este não foi o motivo desta "evacuação". O governo do Khmer Vermelho inicia um programa de execuções implacável que visava todos os funcionários governamentais, policias, militares ou qualquer outra pessoa que tivesse a mínima relação com o governo deposto. O Khmer não executava apenas o "vinculado", mas todos os seus familiares, para eliminar qualquer possibilidade de uma futura vingança contra o regime. O ritmo das execuções viria a diminuir-se, com os condenados a serem enviados para "centros de reeducação", mas mais tarde seria retomado e desta vez os alvos eram os mais cultos e intelectuais, tais como professores.
Entre 1977 e 1978, a violência atingiu o seu auge, com os assassinatos a serem comuns entre os próprios elementos do Khmer e as pessoas mortas por qualquer motivo: por não trabalharem com o desejado afinco, por reclamarem das condições de vida, por guardarem algum bem ou comida para utilização própria, por usarem alguma jóia, por terem relações sexuais não autorizadas, por chorarem a morte de algum amigo ou familiar e até por demonstrarem algum sentimento religioso. Os doentes eram, na maioria das vezes, eliminados.
O número de vítimas não é exacto, as estimativas vão dos 1,5 a 3 milhões de pessoas - foi o maior massacre proporcional à população de um país, ocorrido na história moderna da Ásia.
Inconformados com a barbárie, os líderes do Vietnam ordenam a invasão do Camboja e em 1979 conseguem depor o Líder Pol Pot, pondo um final à matança. Hanói assume o controle do Camboja e o país passará a ser denominado República Popular do Camboja, sob a presidência de Heng Samrin.
O país passa a ser reconstruído e as suas instituições recompostas, embora o sistema colectivista e a economia planificada tenham continuado, adoptando a base do regime marxista-leninista do Vietname.
O Camboja encerra o século com um regime de governo estabelecido por uma Monarquia Parlamentarista, sob a égide de um antigo governante deposto - Norodom Sihanouk .
Depois de passar 18 anos escondido na selva e ter a sua morte anunciada diversas vezes, Pol Pot reaparece em julho de 1997, é capturado e condenado à prisão perpétua domiciliaria. Em 1998 foge para a floresta mas acaba por morrer pouco depois e o seu corpo foi queimado na área rural do Camboja, com várias centenas de ex-Khmer vermelhos presentes.
Um acordo assinado entre o governo cambojano e a ONU, em maio de 2000, determina a criação de um tribunal para julgar os líderes do Khmer Vermelho por crimes contra a humanidade.
Hoje começaram a ser julgados.
Veja a notícia no Público:
Camboja, O genocídio em julgamento
Líder khmer vermelho impávido no início do julgamento
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Bandeiras
A bandeira da Tailândia tem 5 faixas horizontais com as cores vermelho, branco, azul, branco, vermelho. As cores vermelho, branco e azul representam Nação (e o sange derramado pelo País), Budismo (e a pureza do povo protegido pela sua religião) e Monarquia.
A bandeira é chamada de Thong Trairong pelos Tailandeses, o que significa tricolor.
A bandeira oficial é geralmente acompanhada de duas outras que representam a monarquia. Uma azul referente ao Rei e uma Amarela referente à Rainha.
A insígnia naval inclui ainda um elefante branco ao centro, símbolo do País.
Bandeira do Laos
A cor vermelha na bandeira representa o sangue derramado na luta pela independência, o azul simboliza a riqueza do país. O disco branco representa a lua sobre o rio Mekong, assim como a unidade do país sob o governo comunista.
De 1952 até a queda do governo real em 1975 o país tinha uma bandeira vermelha, com um elefante branco (símbolo real) de três cabeças (representando os três antigos reinos de Vientiane, Luangprabang e Xiengkhoung). Acima do elefante estava um guarda-chuva de nove dobras (símbolo real, originando-se do Monte Meru na cosmologia budista). Abaixo do elefante estava um pedestal de cinco níveis (símbolo da lei no qual o país repousava).
Bandeira do Camboja
A versão actual bandeira do Camboja foi adoptada oficialmente em 1993, após o reestabelecimento da monarquia no país. A bandeira possui três listras horizontais, tendo a central (de cor vermelha) o dobro da largura das outras duas faixas (de cor azul). No meio da faixa branca aparece a entrada do templo de Angkor Wat, que é representada nas várias versões da bandeira desde 1850.
O vermelho representa a Nação, o azul a Monarquia e o branco a Religião (actualmente o Budismo).
Bandeira do Vietname
A bandeira do Vietname é representada por uma estrela amarela num fundo vermelho. A primeira versão desta bandeira apareceu em 1940, usada pelo movimento comunista emergente que se opunha à ocupação Francesa no Sul, e seria adoptada pelos comunistas do movimento Vietminh que lutava contra a ocupação do Norte pelos Japoneses.
Em 1954, após a 2ª Guerra Mundial, Ho Chi Minh conquista a região do Vietname do Norte aos Japoneses proclamando-se presidente e adoptando a bandeira dos Vietminh. A partir de 1976, com a conquista de Saigão pelas tropas do Norte, o País foi reunificado e a bandeira passou a representar a República Socialista do Vietname.
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Na rota das Especiarias
Estiveram em Africa, India, Sri Lanka e mais tarde chegaram ainda à China e ao Japão.
A zona da Indochina também não lhes passou ao lado, tendo-se estabelecido em vários pontos estratégicos. Com o declínio do Império viriam a ser abandonados, a maioria a favor dos Holandeses.
Abaixo os principais pontos de paragem dos Portugueses.
BIRMÂNIA:
Martabao (Martaban): feitoria (1514–1516)
Tenasserim: forte (1520s)
Siriao (Syriam): Fortaleza de Santiago do Siriao (1599–1613)
TAILÂNDIA:
Patane (Pattani): colónia (1524, 1530s)
Ayuthaya
CAMBOJA:
Ilha de Choro (ilha no rio Mekong): forte (1596–1599)
VIETNAME:
Faifo (Hoi An): feitoria (1535)
MALÁSIA:
Malaca: Fortaleza a Famosa (1511-1641)
Ilha das Naus (perto de Malacca): (1606–1640)
Muar: Fortaleza de Muar (1604)
INDONÉSIA:
Pacem (Puuek, Ilha de Sumatra): forte (1520-1524)
Banten: colónia (15??)
Makassar (Ujung Pandang, Ilha de Sulawesi): colónia e feitoria (1665)
Tidore (Ilha de Tidore): Fortaleza dos Reis Magos (1578-1605)
Ternate (Ilha de Ternate): feitoria (1513), Fortaleza de Sao Joao Baptista (1522-1575)
Batjan (Ilha de Bacan): feitoria (1513)
Amboina (Kota Ambon, Ilha de Ambon): Fortaleza da Nossa Senhora da Annunciada (1576-1605)
Banda (Ilhas de Banda): forte
Solor (Lawayong, Ilha de Solor): colonia (1561), forte (1566-1613, 1630-1636)
Ende (Ilha de Ende Minor): forte (1595)
Larantuka (Ilha de Flores): forte (1613-1851)
Sicca (Sikka or Sika, Ilha de Flores): forte (1851)
Paga (Ilha de Flores): (1851)
Wouré (Wurek, Ilha de Adonara): (1851)
Pomang Kaju (Pamakajo, Ilha de Solor): (1851)
Cupao (Kupang, Ilha de Timor): forte (1646-1653)
TIMOR LESTE:
Lifau: forte (1660-1769)
Manatuto: forte
Batugadé: forte
Dili: forte (1668-1945)
Queres saber mais? Consulta os seguintes artigos:
OS PORTUGUESES E A ÁSIA MARÍTIMA, C. 1500 - C. 1640
- http://www.ub.es/geocrit/sn/sn-151.htm
- http://www.ub.es/geocrit/sn/sn-152.htm
O Primeiro Backpacker Português no Oriente
Conheçam um pouco da sua história através deste artigo publicado na revista Rotas e Destinos (Fevereiro de 2004).
« Empurrado pela necessidade e pelo destino, Fernão Mendes Pinto acaba por passar cerca de 21 anos no Oriente. Por mar, por terra e, sobretudo, pelas linhas da sua obra, traçou um caminho que até hoje ainda não foi possível confirmar. A viagem de um aventureiro lusitano...
A sua história começa como muitas outras: a vida está difícil, Fernão vai da sua terra natal de Montemor-o-Velho para Lisboa, trabalhando aí em casa de uma família fidalga. Sem razão conhecida, entende que a sua vida corre perigo e decide fugir numa caravela que vai para Setúbal, mas um corsário francês ataca-a e os tripulantes são abandonados na praia de Melides. Acaba por conseguir chegar a Setúbal, onde fica em casa de um outro fidalgo, desta vez durante cinco anos, até que decide que "a moradia que então era costume dar-se na casa dos príncipes" não lhe bastava para sua "sustentação". Correria o ano de 1537, e já seriam conhecidas muitas histórias de sucesso de aventureiros que tentavam a sua sorte nas Índias e chegariam ricos, ideia sedutora para um jovem entre os 22 e os 27 anos.
E ei-lo que parte para a ilha portuguesa de Diu, na costa indiana, onde apenas ficou 17 dias, continuando depois a navegação pelo Mar Vermelho e entrando a seguir num corrupio de lugares e aventuras que lhe valeram a alcunha de "Fernão, Mentes? Minto". A acreditar em tudo o que nos conta, Fernão teria sido "treze vezes cativo e dezassete vendido nas partes da Etiópia, Arábia Félix, China, Tartária, Massacar, Samatra e muitas outras províncias daquele Ocidental arquipélago dos confins da Ásia". Entre outros lugares difíceis de situar, como o "Calaminhão", poderíamos mencionar ainda, com os nomes actualizados, Iémen, Malásia, Singapura, Tailândia, Japão, Vietname, Indonésia, Camboja, Mongólia e Myanmar (antiga Birmânia). Goa e Malaca, os lugares portugueses onde mais se alongou, são quase esquecidos nas (raras) descrições que faz; a sua obra é uma pura narrativa de viagens e acontecimentos, sem intenção de passar informação histórico-geográfica ao leitor, sobre os lugares onde esteve. Apesar disso, e apesar também de ser voz corrente que parte dos acontecimentos ter-lhe-ia sido contada por outros aventureiros que ia encontrando, a verdade é que, à data da publicação, o seu livro foi uma das primeiras referências globais ao Extremo Oriente, tendo sido traduzido para Castelhano, Francês, Alemão, Flamengo e Inglês.
Nem a riqueza e a diversidade cultural da Índia, subcontinente vasto onde os portugueses negociaram e se estabeleceram durante tanto tempo, lhe merece um pouco mais de atenção. Como seria Goa à época, quando vemos que ainda hoje tantos bairros, igrejas e capelas continuam de pé, funcionando agora como atracções turísticas para os próprios indianos? Há marcas portuguesas em Damão, Diu, Cochim e Calecut, mas Goa chegou a rivalizar com Lisboa no luxo e no bem-estar dos representantes da coroa e do clero português, aparecendo na "Peregrinação" como "a milhor coisa que temos na Índia".
A integração do território numa União Indiana já independente fez-se em 1961, mas as marcas arquitectónicas, gastronómicas e uma certa manutenção da língua portuguesa entre os cristãos faz da zona um caso raro na Ásia. Malaca, por exemplo, tomada pelos holandeses em 1641, foi arrasada, e poucas marcas ficaram da ocupação portuguesa para além da igreja de S. Paulo e da Porta de Santiago, uma das entradas da antiga fortaleza. Hoje é impossível imaginar como seria esta cidade da Malásia, ou mesmo outros pontos da costa por onde os portugueses andaram. Fernão Mendes Pinto mostra-se mais preocupado com o tempo, dizendo que "as chuvas eram contínuas por causa do clima e a terra em si era brejosa e alagadiça", e com a perigosa fauna selvagem, sobretudo os "lagartos" dos rios, "com as bocas de mais de dous palmos", que atacavam e levavam "três quatro negros" e "os engoliam inteiros". A posterior fixação de indianos, que convivem agora com os locais e com os chineses, que nunca pararam de chegar, traz uma nota marcante ao país que o tornam definitivamente diferente da Malásia que Fernão conheceu.
Entre a Malásia e o Sião, as fronteiras variavam constantemente devido a guerras entre os vários reinos locais. A capital do que é hoje o reino da Tailândia, "um dos milhores reinos que há em todo o mundo", era então a histórica Odiá, hoje Ayuthaya, onde ainda podemos visitar as ruínas de dezenas de templos, entretanto destruídos por exércitos vindos de territórios a Norte, onde fica a actual União de Myanmar (Birmânia). Em relação ao Sião, talvez mais do que em relação a qualquer outro reino, Fernão mostra bem a sua visão de "emigrante quinhentista" com uma apreciação prática e economicista, comentando sobre os fabulosos templos budistas tailandeses, os seus "ídolos mui grandes e mui cheos de ouro" e as florestas de madeiras preciosas, ao ponto de calcular a quantidade de metal e pedras preciosas utilizados e a facilidade com que poderíamos arrebatar-lhes toda aquela riqueza, uma vez que se trata de "gente muito fraca, não costumam ter armas defensivas"!
Claro que a noção de turismo que hoje leva milhares de europeus à Tailândia era coisa inexistente na época, pelo menos em relação a um continente tão desconhecido e cheio de riscos. Só no último século é que as suas paisagens paradisíacas, o seu povo gentil e as suas praias de mar azul-turquesa se tornaram num motivo de visita, agora já sem riscos, uma vez que a "muita soma de tigres e cobras, e outras muitas maneiras de animais silvestres" se encontram restritas a pequenas áreas protegidas. Até os famosos elefantes do exército dos reis do Sião, nas presas dos quais muitos inimigos perdiam a vida, são agora cada vez menos utilizados nos trabalhos rurais.
Fernão fez de tudo um pouco, desde ser soldado das esquadras d'el-rei, homem de mão de capitães mais ou menos "piratas", até recolher informações sobre o real poderio de soberanos locais e sítios ainda desconhecidos, de onde traz "costa, portos e rios (...) por graduação, arrumados em suas alturas, com seus nomes e medição dos fundos". Mas ao contar-nos as suas aventuras não esconde também as desventuras, aproximando-se do herói pícaro quando exibe as suas misérias sem nunca se levar muito a sério. Como, por exemplo, quando pede misericórdia ao rei de Quedá, algures na costa malaica, ao ver que este tinha mandado serrar "vivos pelos pés, pelas mãos e pelos pescoços, e por derradeiro pelos peitos até ao fio do lombo" alguns locais e também um mouro que viajava consigo. Ou quando é preso na China com os seus colegas de infortúnio, depois de um naufrágio, por andar a mendigar. Segundo nos conta, chega mesmo a ser obrigado a trabalhos forçados na Grande Muralha, "trezentas e quinze léguas" de muro que separa a China da Tartária, "na qual obra dizem que trabalharam contínuo setecentos e cinquenta mil homens", "durante vinte e sete anos".
Apesar de a sua viagem se desenrolar tanto por mar como por terra e o trajecto ser impossível de seguir passo a passo, um dos territórios que melhor conheceu e apreciou foi este, o do império chinês, de "grandíssima ordem e maravilhoso governo". O ambiente das grandes cidades chinesas, como Pequim, "metrópoli com razão e com verdade, de todas as do mundo, na grandeza, na polícia, na abastança, na riqueza e em tudo mais quanto se pode dizer ou cuidar" mantém aspectos parecidos com os actuais, como os bairros e mercados fervilhando de compradores e vendedores que oferecem de tudo um pouco, de cobras a objectos de uso doméstico, sedas e especiarias, ou como as multidões de gente nas ruas que, tal como verifica o nosso viajante, "se não fosse a grande ordem e governo...sem dúvida se comeria uma com a outra".
A Cidade Imperial de Pequim é agora um museu desabitado, mas na altura era a residência do Imperador, nunca visto pela população mas servido por "cem mil homens capados, e trinta mil mulheres, e doze mil homens da guarda". O mais curioso é o ambiente de grande justiça social que este senhor todo-poderoso proporciona ao seu povo, provendo trabalho para todos e subsídios para "aleijados e gente desamparada", justiça gratuita e lares para idosos a todos os que já não podem trabalhar, incluindo prostitutas. Apesar de um interior ainda selvagem, onde abundam os tigres e "gente muito rústica e agreste", Fernão diz-nos que este imperador exemplar se preocupa em "prover o seu Reino de mantimentos para que a gente pobre não padeça necessidades"...
A viagem apresenta-se como um verdadeiro novelo de percursos, com vários regressos a Goa e a Malaca. Pelo caminho ficam histórias extraordinárias de encontros com piratas, naufrágios, guerras entre reinos locais. Um dos territórios que mais aparece marcado pela violenta luta pelo poder é Myanmar, onde as lutas entre os reinos de Pegu, Bramaa e os vizinhos do Sião são marcadas por morticínios sangrentos e requintes de crueldade difíceis de imaginar quando se viaja hoje por aí, e nos confrontamos com povos extremamente pacíficos e de uma afabilidade comovente. A abundância de templos dourados e Budas reclinados, a que o escritor chama "deos do dormir", mostram-nos agora uma cultura muito marcada pelo budismo, que também está presente na Cochinchina (Laos, Camboja e Vietname). Nesta área, a viagem é realmente muito difícil de seguir, mas um dos locais onde se sabe ter havido comércio com os portugueses é a pequena cidade de Hoi An, no Vietname; do reino Champa de que nos fala sobram apenas umas torres da época, e pouco mais.
As paisagens, essas, são de uma beleza fantástica, e a abundância de culturas já é de relevo na época, aparecendo descritas como "campinas rasas e grandíssimas de trigos, arrozes, cevadas, milhos e muitos legumes de muitas maneiras" que, por vezes, descem em socalcos até ao mar. Ainda há juncos no golfo de Tonquim, e agora alguns dedicam-se mesmo a passear turistas na baía de Halong.
Fernão Mendes Pinto regressa a Portugal em 1557 e dedica-se à sua obra, "Peregrinação", na sua quinta perto de Almada. A tença que pediu, como recompensa pelos serviços à coroa prestados no Oriente, só lhe chegou em 1583 ... o ano da sua morte. Fica-nos o retrato parcial do continente asiático no século XVI, visto por um europeu, e a obra memorável de um dos muitos aventureiros que o país produziu na época. Aliás, o espanto de encontrar gente tão longe da sua terra leva mesmo "El-Rei dos Tártaros" a questionar-se, intrigado, sobre as razões que ali trazem os portugueses. E o seu parecer é o de que "conquistar esta gente terra tão alongada da sua pátria dá claramente a entender que deve de haver entre eles muita cobiça e pouca justiça"... »
in Rotas e Destinos, Fevereiro de 2004
http://www.rotas.xl.pt/0204/300.shtml
domingo, 11 de janeiro de 2009
Indochina
O termo foi atribuido pelos franceses, que assim baptizaram a sua colônia que compreendia os atuais países Vietname, Laos e Camboja.
Historicamente, os países do Sudeste da Ásia foram influenciados culturalmente pela China e pela Índia, mas sobretudo por esta última. No Vietnam, no entanto, ocorreu o contrário. A influência indiana é residual e veio através da civilização Champa. Este era um reino hinduísta que ocupava a parte centro-sul do atual Vietnam, e existiu entre o século VII e 1832, entrando em declínio a partir do século X, por pressão do Dai Viet, senhores do atual Vietnam do Norte. Em 1832, foi anexado pelo imperador vietnamita Minh Mang.
No sentido estrito, a Indochina abrange apenas o território da antiga Indochina Francesa, incluindo:
- Camboja
- Laos
- Vietnam
Em sentido amplo, pode incluir também:
- Península da Malásia (extremo sul da península, exclusive a Insulíndia ou Arquipélago Malaio)
- Mianmar, antiga Birmânia, que era parte da Raj Britânico até 1947
- Singapura (também considerada parte da Insulíndia
- Tailândia (antigo Sião)
A principal religião nesses países é o Budismo Theravada ou Hinayana. O BudismoMahayana é predominante no Vietnam, enquanto na Malásia e Singapura a população se distribui entre budistas, hinduístas, cristãos e muçulmanos.
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