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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Os primeiros a chegar a Angkor Wat

Corre no ocidente a versão francesa de que Angkor Wat esteve abandonado e mesmo esquecido durante séculos e que foi re-descoberto por volta de 1860 pelo explorador Francês Henri Mahout.
No entanto, a versão oficial Cambojana é bem diferente. Angkor Wat, apesar do seu declínio nunca foi completamente abandonado e continuou a ser frequentado e tratado pelo seu povo apesar, obviamente, de o ser numa escala muito inferior à época em que esteve no seu apogeu.
Também nos é dito que os primeiros Europeus a conhecer Angkor Wat não foram os Franceses no séc. XIX, por intermédio de Francês Henri Mahout, mas sim missionários Portugueses no séc. XIV.
O primeiro Europeu terá sido António da Madalena que chegou a Angkor Wat em 1586.
António terá descrito o templo como "uma construção de tal modo extraordinária que não é possível descreve-la por escrito, especialmente é diferente de qualquer outro edifício no mundo. Possui torres, decoração e todos os refinamentos que o génio humano pode conceber".



Para os mais interessados, a revista National Geographic de Julho publicou um artigo e dvd sobre Angkor, a sua história, a descrição da obra notável de engenharia que é e os seus mistérios sobre os quais ainda hoje ninguém tem resposta.

@indochina-mon-amour.blogspot.com

domingo, 16 de agosto de 2009

Templos de Angkor - Angkor Wat

Em Viagem, Dia 27 [15-04-2009]

Finalmente Angkor Wat...
Uma palavra: impressionante! Ou várias: imponente, glorioso, majestoso, fabuloso... enfim, acho que não há palavras para descrever o que se sente ao estar frente a frente com este colosso.
É um sonho tornado realidade, um misto de magia. É perder o chão, sentirmo-nos minúsculos face ao que aquele templo representa e ao mesmo tempo tão grandes por termos conseguido chegar até ele.

O dia começou bem cedo. Melhor dizendo começou de noite... Levantamo-nos de madrugada e apanhamos uma tuk-tuk para chegar a Angkor Wat ainda antes do sol nascer e podermos captar esse momento. O ceu estava um pouco encoberto, o que é normal na estação seca, mas o espectáculo não deixou de ser marcante. O sol foi subindo, o céu iluminando-se e o grande templo foi-se mostrando ao pouco e timidamente saiu da escuridão.
Digo-vos que esta é a melhor altura para visitar o templo. Apesar de muita gente aqui vir ver o nascer do sol o número de visitantes não se compara com as enchentes que ocorrem quando o sol já vai alto. Além disso o calor ainda não é tão forte.








De qualquer modo, voltamos mais tarde e, fruto de estarmos a atravessar o ano novo khmer, a enchente era enorme. Não de turistas, havia poucos pois esta é coincidentemente a época baixa, mas de locais que se deslocam com as familias inteiras em romaria aos maiores templos. Sobretudo a Angkor Wat que é o verdadeiro orgulho nacional. Não há Cambojano nenhum com quem tenha falado que não fale de Angkor Wat com grande orgulho e emoção.






Explorei Angkor Wat pelos vários angulos, caminhei em todo o seu redor e percorri os seus infindáveis corredores tanto quanto era possivel pois algumas partes estão já vedadas ao público, como é o caso de subir às torres.
Mas a imagem mais fascinante de Angkor Wat é a que se tem do seu exterior. Olhar de frente para este templo é uma experiencia absolutamente hipnotizante. Assim, depois te tanto caminhar, decidi que o melhor que tinha a fazer era simplesmente comtempla-lo.
E assim o fiz, sentado na margem do lago acompanhado de uma bela Angkor Beer.


















E na hora de ir embora, à medida que caminhava em direcção ao exterior, sentia um impulso constante de olhar para trás. Deitar-lhe um ultimo olhar vezes e vezes repetidas sentindo já uma grande nostalgia por deixar aquele lugar.






@indochina-mon-amour.blogspot.com

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Espreitando Angkor Wat

Dos céus espreito e eis que se ergue imponente nos meandros da selva...

Em Viagem, Dia 26 [14-04-2009]

A visita mais esperada estava guardada para o último dia. No meio de uma grande ansiedade, ao penúltimo, lá espreitamos e o grande templo lá estava, glorioso como sempre o tinhamos imaginado.





terça-feira, 21 de julho de 2009

Templos de Angkor - Ta Prohm

Em Viagem, Dia 27 [15-04-2009]

Ta Prohm é o famoso templo onde as "árvores crescem em cima das pedras".
Este templo foi fundado pelo rei Jayavarman VII como mosteiro Budista e universidade.
Cada templo Angkoriano é unico mas o que o distingue actualmente dos demais é o facto de estar mais ou menos no mesmo estado em que foi encontrado, mantendo as árvores que crescem sobre as ruínas e a envolvência na selva.
No início do sec XX inciou-se um processo de conservação e restauro dos edíficios de Angkor mas foi decidido que este iria ser deixado, de uma maneira geral, conforme foi encontrado. Existem, contudo, alguns trabalhos no sentido de estabilizar as estruturas e abrir permitir acessibilidade aos visitantes.

Este templo deve a sua fama não só a esta característica pitoresca e invulgar mas também ao facto de aqui ter sido filmado o filme Tomb Raider.
















segunda-feira, 20 de julho de 2009

Templos de Angkor - Bayon

Em Viagem, Dia 26 [14-04-2009]

Um do templos que mais me impressionou foi Bayon. Por todo lado vemos caras de Budas com diferentes expressões pois o templo está recheado de torres com 4 lados com uma cara em cada lado.


O templo foi mandado contruir pelo Rei Jayavarman VII e ergueu-se entre finais do sec XII e sec XIII e ficava localizado no centro da capital Angkor Thom. Este era um templo Budista Mahayana, a religião seguida por Jayavarman, mas depois da sua morte sofreu alterações introduzidas por Reis Hindus ou Budistas Therevada que lhe sucederam.



Na época de Angkor o costume era cada Rei contruir um templo que constituiria a sua marca em termos de poder e arquitectura. Raramente esses templos mantinham a sua egemonia quando um novo Rei tomava o trono.

Os templos tinham uma inspiração religiosa Budista ou Hindu, conforme a religião seguida pelo Rei. É frequentemente encontrarmos representações de várias religiões num mesmo templo. Isto porque dada a alterancia de religiões seguidas pelos Reis ditou alterações a templos que originalmente foram ergidos em honra a um determinado culto.


A própria religião actual do Camboja, sendo predominantemente Budista Therevada, inclui crenças e rituais Hindus e ancestrais.

Em Bayon encontramos um templo impressionante repleto de caras de Budas feitas à imagem da face do Rei Jayavarman, ou Deus-Rei como gostavam de se intitular.



Nas paredes encontramos centenas de metros de baixos-relevos que representam historias, mitologias e eventos, que se constituem num dos melhores documentos históricos de como era a sociedade Khmer na altura.


Visitei este templo em pleno Ano Novo Khmer, que se celebra entre 14 e 16 de Abril, e assim sendo tive a oportunidade de assistir a alguns festejos que aqui se realizaram.